Faq´s

FAQ´S

Quando se fala em Terapia de Vidas Passadas ou Regressão surgem várias questões e, em geral, as dúvidas repetem-se. Para esclarecer este assunto seleccionei as perguntas mais comuns e as respetivas explicações.

A TVP considera que toda pessoa tem condição de chegar à origem dos seus problemas e solucioná-los. Essa origem pode estar num trauma da vida passada, numa conjunto de crenças e valores, de condicionamentos limitativos ocorridos nalgum lugar no passado. O inconsciente constitui o grande arquivo de memórias que pode ser consultado através da TVP.

A maioria dos casos tratados com a terapia convencional não obteve os resultados desejados. Num contexto de TVP talvez possuam um significado claro:

• Medos, fobias e síndrome do pânico;

• Alguns tipos de visões, sensações, audições e diálogos relacionados a “presenças”, habitualmente denominados de “delírios” ou “alucinações”,

(casos de paranormalidade);

• Pensamentos e sentimentos recorrentes, bem como problemas e situações repetitivos (patterns) constituem elementos importantes na busca de suas raízes, provavelmente em vidas passadas;

• Queixas estranhas, aparentemente de difícil compreensão;

• Reações emocionais agudas, bloqueios, idéias fixas, crises;

• Sonhos recorrentes, sensações de “dejà vu” ou dejaísmo (impressão de reconhecimento de alguém, de algum lugar ou algo, encontrado pela primeira vez no estado de vigília);

• Pensamentos ou sentimentos de não pertencer a esse planeta, família ou país, etc., denominado de ‘Sindrome do Estrangeiro’;

• Marcas ou sinais físicos de nascença;

• Gagueiras, enurese noturna (urinar na cama), onicofagia (hábito de roer unhas);

• Sintomas psicossomáticos: parestesias, tonturas ou vertigens, náuseas, vômitos, anorexia, úlceras, insônia, entre outras.

• Sintomas físicos repetitivos (dores lombares, torcicolo, dores da coluna, alergias, enxaquecas, cefaléias, problemas de pele – por exemplo: psoríase, eczema -, sinusite, asma, bronquite, etc.);

• Dificuldades nos relacionamentos e na elaboração de separações e perdas;

• Casos de frigidez, dispareunia (dores durante a relação sexual), na mulher; ejaculação precoce, ejaculação retardada ou impotência sexual, no homem, ou incapacidade para relacionar-se sexualmente, para ambos.

O objectivo da Terapia de Vida Passada (TVP) é resolver e eliminar sintomas e bloqueios que interferem na vida actual, sejam eles de origem somática, emocional, energética ou mental, resultantes de conflitos e traumas provenientes de acontecimentos passados, desta vida, da vida intra-uterina, ou mesmo de vidas passadas.

Através da terapia, as memórias traumáticas e/ou conflitantes que estão gravadas no inconsciente são revividas (emergem à consciência) e promovem a liberação e a cura a nível físico e psíquico.

Através de um relaxamento profundo, ou hipnose, onde o terapeuta conduz o relaxamento com um tom de voz calmo e repetitivo num ambiente tranquilo. Há pessoas conseguem ter acesso a vidas passadas durante o sono ou noutras situações de relaxamento ou sozinhas; isto é, sem o auxílio de um terapeuta.

Não. O estado de profundo relaxamento que a hipnose provoca traz uma sensação de bem-estar que resulta da obtenção do equilíbrio fisiológico. É utilizada não apenas para conhecer vidas passadas mas também para a redução do stress, tratamento de fobias, dores crónicas, ansiedade, depressão, doenças psicossomáticas, entro muitas outras. Muitos dizem ter medo de perder o controle ao serem hipnotizados, ou ficarem em “poder” do hipnotizador – nada mais falso . Não é possível ser hipnotizado se não quiser. Toda hipnose é uma auto-hipnose. O hipnotizador só conduz o processo, é um instrumento para auxiliar a obter um relaxamento mais profundo.

A hipnose consciente que é a mais utilizada atualmente é acessível a qualquer pessoa, desde que ela realmente queira, pois quem está no comando é a própria pessoa. Porém, quando o nível de ansiedade é alto torna-se mais difícil obter um relaxamento completo mas com exercícios e com alguma prática todos podem atingir o nível de transe.

Somente se o desejar. Em geral as pessoas falam sobre as imagens que vêem, sobre o que sentem, alguns mexem-se e gesticulam para descrever as sensações, abrem os olhos, riem, choram, mudam de posição. E se algo estiver incomodando no “aqui-agora” ou seja no ambiente do consultório, por exemplo, um insecto que voa próximo ao seu rosto é comum a pessoa espantá-lo com a mão ou sacudir a cabeça e continuar a sua história permanecendo no mesmo estado de relaxamento ou transe.

Quanto mais a pessoa confiar no terapeuta e estiver interessada no processo de se entregar sem reservas, mais fácil, rápido e profundo será o transe. Em geral, nas primeiras vezes, o relaxamento é mais superficial pois a pessoa não sabe o que vai acontecer, está ansiosa. Mas com o tempo e alguns exercícios é mais fácil. É normal, depois de algumas sessões, o paciente já se sentir mais relaxado só pelo fato de entrar no consultório.

O seu inconsciente está sempre a controlar, ou seja, quem controla a situação é o paciente. Dentro dele há a resposta sobre o que é importante ver ou não num determinado momento. Muitas vezes o terapeuta, por mais que tente, não consegue fazer com que ele regrida. É o seu eu a dizer que não é o momento adequado, ou que você não está preparado para ter essa experiência, ou ainda que as respostas de que você precisa não estão nas suas vidas passadas.

Esse ponto é muito controverso. Na verdade, certeza absoluta nunca teremos, pelo menos nesta vida. Algumas pessoas pesquisam dados apresentados, como nome de cidades e a sua localização, eventos ocorridos em determinadas datas, cartórios com registros de pessoas que viveram em determinada época e muitos casos foram confirmados. Noutros casos, a pessoa “sente” realmente que está vivendo aquele momento e descobre muitas explicações para a sua vida actual. Mas é bom ressaltar que, para a Terapia de Vidas Passadas, a confirmação do facto pouco importa, o que interessa é analisar os conteúdos que o inconsciente trouxe à superfície e como isso pode ajudar resolver as dificuldades da vida presente.

Pode, e algumas vezes isso acontece e noutras os conteúdos são misturados, como nos sonhos, em que vemos imagens de factos que vivenciamos no dia, símbolos com um significado pessoal, histórias que lemos, cenas de filmes que vemos e fragmentos de vidas passadas. Na verdade, é muito difícil a história de uma vida passada vir limpa, directa e com início, meio e fim. É como quando fazemos um relato de algo que presenciamos; não descrevemos apenas aquilo que observamos; introduzimos interpretações, opiniões e comentários nossos. A nossa mente não é fragmentada. O nosso inconsciente guarda diversas fantasias e memórias. Há casos de pessoas que têm projeções, isto é, vêem o que vai acontecer num futuro próximo ou remoto.

A Terapia de Vidas Passadas pretende resolver bloqueios, angústias e dificuldades que nos afectam esta vida. Há situações que não foram bem resolvidas noutras vidas e que precisam de ser reexaminadas a nível consciente. Se, para resolver determinado problema, o inconsciente foi buscar algo que é fruto da imaginação é porque tais conteúdos são importantes naquele momento. O mais interessante é que os problemas são solucionados, não importando se são vidas passadas ou se é imaginação. Lembre-se que quem tem o controle do processo é o “Eu” interno.

Não. Em primeiro lugar, porque não “se vai” para outra vida. A pessoa permanece no presente, consciente, ouvindo os sons à sua volta e tem controle total sobre si. Mesmo se o terapeuta saísse da sala e não voltasse, a pessoa em estado de profundo relaxamento permaneceria assim por um certo tempo e retornaria naturalmente, ao seu estado normal, como se estivesse despertando de uma sesta.

Como já foi dito, é possível regredir a outras vidas mesmo sozinho mas, como o processo terapêutico tem o objectivo de resolver algo desta vida, o auxílio do terapeuta é importante para conduzir de forma mais objectiva e mais rápida ao facto que originou a situação de conflito. A presença do terapeuta é importante para auxiliar a pessoa caso ela se esteja a sentir perturbada com algo que esteja a sentir. Isso é possível perceber mesmo que não seja falado, seja pela expressão do rosto, coloração da pele, respiração, gestos e outros sinais. O terapeuta conduz o processo de forma a que a pessoa tenha acesso a essas memórias sem envolvimento emocional.

Os conteúdos apresentados devem ser analisados e comentados para se verificar de que forma isso estava a bloquear a nossa evolução. Mas, se a vivência que experimentamos foi a causadora do problema, apenas pelo fato de a recordarmos, ou de a trazermos para a nossa consciência, a solução concretiza-se.

Essa é uma experiência única e pessoal. Mesmo de sessão para sessão pode haver diferenças. Algumas vezes, a impressão é de que se está tendo um sonho muito real. Noutras, é como se víssemos um filme. Em outras, tudo é tão claro e nítido que ficamos espantados. Mas é sempre uma experiência enriquecedora.

Não, nem sempre. Alguns reconhecem com certeza absoluta uma ou outra pessoa, vendo-as até com o mesmo rosto da vida presente (o inconsciente quer que a pessoa seja reconhecida sem dúvida alguma), noutras vezes surgem dúvidas e o reconhecimento é feito por uma determinada característica, ou sensação. Há pacientes que não reconhecem ninguém. Mas, pela experiência, sabemos que importa muito pouco reconhecer ou não. O que interessa é o facto em si, a situação da vida que está a ser apresentada.

Qualquer pessoa pode usufruir da terapia desde que o método seja indicado para o seu caso. Quando não há a crença em reencarnação o processo é conduzido da mesma forma e o cliente pode considerar os fatos que lhe vêm à mente como conteúdos do seu inconsciente, fantasias, imaginação, não importa porque o resultado é o mesmo.

Segundo os espiritualistas, reencarnamos para aprender, crescer e para nos aprimorarmos. Muitas vezes, repetimos situações que nos trazem problemas pelo simples fato de não saber como sair delas porque desconhecemos aquilo que é preciso aprender. A regressão a outras vidas facilita o entendimento de certas situações. Quando estamos presos aos sofrimentos desta vida não conseguimos olhar para nosso problema de forma objectiva. Ao investigar outra vida, em que tenhamos passado por uma situação semelhante, tudo fica mais fácil pois o sofrimento já passou, foi noutra vida, e consegue-se analisar o acontecimento com mais objectividade e aprender com ele.

Não. Cada caso é único e individual e é imprudente enumerar distúrbios ou doenças que podem ser solucionados por este tipo de terapia. É necessário conhecer o paciente, a sua histórico de vida e a sua maneira de ser para poder diagnosticar a terapia mais adequada ao problema concreto. Neste ponto, a escolha de um bom terapeuta é importante. Esclareça com ele as sua dúvidas, pergunte se é este o tipo de terapia ideal para si agora, e certifique-se que é aquela pessoa que a/o vai ajudar pessoa que irá ajudá-lo.